O outro lado da moeda

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O outro lado da moeda - Blog

Um novo paradigma em gestão

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Júnior Brasil*

“Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação”. Peter Drucker


A edição eletrônica da revista Veja desta semana trouxe uma matéria que analisa o perfil do Prefeito de São Paulo, gestao publicaGilberto Kassab.  A reportagem demonstra como a capacidade de transitar entre diversos grupos e extraordinário talento de articulador transformaram o menino carismático do Liceu Pasteur no atual mandatário da maior cidade do país e um dos políticos mais influentes do Brasil de hoje.
Sem adentrar no mérito (ou deméritos) do político ou do partido que Kassab preside, o qual segundo ele mesmo diz “não é de esquerda nem de direita”, o que chamou minha atenção na matéria foi a maneira como a cidade com o maior orçamento do país passou a avaliar os resultados da gestão do administrador público Kassab.
A publicação relata que São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a implantar, por lei, um Programa de Metas, e Kassab o primeiro prefeito a ter o mandato avaliado por essa métrica. A iniciativa data de 2009 e a Prefeitura se comprometera a cumprir 223 metas até 2012.
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Revolução digital

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Júnior Brasil*

“Computadores são como bicicletas para nossas mentes”. s Steve Job
Quando surgiram as primeiras máquinas movidas a energia elétrica, durante a revolução industrial,  pensava-se que toda a estrutura de produção baseada nas máquinas a vapor sumiria repentinamente. Era um equívoco. Foi preciso revoluo digitalvários anos para que todo o sistema produtivo se adaptasse com novos conhecimentos, novos profissionais, novas plantas industriais, nova mentalidade organizacional.
A revolução da internet parece caminhar de igual maneira. Lentamente estamos nos adaptando à vida online e nunca tantas pessoas puderam comunicar-se, trabalhar, trocar dados, produzir e, principalmente, inovar em ritmo tão frenético. Segundo Friedman, chegamos em 2000 na era da Globalização 3.0. As mudanças tendem a acelerar a transição para a chamada “sociedade virtual”.
A plataforma para essa nova fase da Globalização é produto da tripla convergência entre o computador pessoal (acessibilidade digital), o cabo de fibra ótica (capacidade de transmissão de dados) e os softwares de fluxo de trabalho (teletrabalho).
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Gestão pública e redes sociais

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Júnior Brasil*

“O passado é lição para se meditar, não para se reproduzir.”  Mário de Andrade.
gesto pblica e redes sociais
Há uma nova revolução social em curso no mundo. Desta vez não são os meios de produção, a economia, as finanças ou as guerras supranacionais que influenciam essa nova ruptura, mas a própria sociedade como agente modificador e ao mesmo tempo, depositário final das consequências. Boas ou ruins elas são inevitáveis.
No livro “As consequências da modernidade”, Guiddens relata que estaríamos caminhando para além da própria modernidade, assistindo à emergência de um novo sistema social. “...nos deslocando de um sistema baseado na manufatura de bens materiais para outro relacionado mais centralmente com informação.”
Essa nova ordem de coisas atinge a todos: indivíduos, famílias, empresas, governos, países e é fruto das novas relações sociais surgidas a partir da interatividade de pessoas, grupos e sociedades proporcionada, em primeiro plano pela internet e mais recentemente, pelas redes sociais em massa, espalhadas pelo universo virtual.
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Balanço social

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Júnior Brasil*

Só a participação cidadã é capaz de mudar o país.  (Herbert de Souza)
balanco social
É crescente a demanda da sociedade civil por mais transparência na prestação de contas dos administradores públicos. As expectativas aumentam ainda mais quando se trata de divulgar os resultados sociais efetivos da ação do governo na vida das pessoas.  Até mesmo organismos de controle têm se juntado a este movimento de cidadania que tenta estabelecer novas práticas de transparência na gestão pública e responsabilidade social.
Segundo essa corrente, o Estado Social moderno não deve atuar somente como indutor de desenvolvimento econômico, mas, sobretudo, definindo estratégias para a melhoria da distribuição das riquezas e aplicação eficiente dos recursos públicos disponíveis. Em suma, o governante deve equalizar as metas econômicas com as metas sociais.
Mas como o Estado pode informar à sociedade o que está sendo feito no campo da responsabilidade social de forma continuada, possibilitando a análise de seu comportamento ao longo do tempo, inclusive indicando os recursos alocados na melhoria da qualidade de vida das pessoas?
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Marcha para o interior

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Júnior Brasil*

municipio ipixuna amazonasHá um fenômeno urbano no Brasil que, felizmente, o IBGE transformou em números e estatísticas passíveis de estudo com a publicação dos resultados do Censo 2010: o aumento de cidades com população entre 200 mil e 500 mil habitantes vem ocorrendo há pelo menos dez anos. São as chamadas “pequenas metrópoles”.
As causas dessa “marcha para o interior” são muitas, podendo citar desde o recrudescimento da violência nas grandes cidades, o crescimento econômico do país ou mesmo a busca por mais qualidade de vida.
Se o fenômeno é evidente nas cidades do sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, o mesmo não se pode dizer do Amazonas. Dos sessenta e dois municípios amazonenses não há um sequer com mais de duzentos mil habitantes.  Embora tenhamos uma população de mais de três milhões de habitantes, mais da metade desse contingente ainda reside na exaurida Manaus. À exceção da capital, não há outro polo de desenvolvimento econômico e social no Estado capaz de absorver famílias e suas demandas por empregos, saúde, educação e boas condições de vida.
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A vida é nutrição

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Júnior Brasil*

“O mundo tropical tem em suas mãos o futuro agrícola do mundo”. Pierre Gourou

A produção do setor primário no Amazonas, segundo dados do IBGE e da Secretaria de Planejamento, responde por producao do setor primarioapenas 4% do Produto Interno Bruto do Estado. A incipiência da economia de origem agrícola, pecuária e hortifrutigranjeira não é uma novidade quando se analisa a macroeconomia do Amazonas. Há fatores de ordem cultural, econômico e relativos ao meio ambiente que limitam o incremento desses indicadores.

Os ameríndios que aqui viveram antes da chegada do europeu, mantinham basicamente uma cultura nômade de subsistência, onde o extrativismo silvestre predominava. Por outro lado, as políticas econômicas desenvolvidas, quase sempre voltadas para um único ciclo produtivo – especiarias amazônicas, borracha e polo de eletroeletrônicos – obstruíram a diversificação da produção, sobretudo no interior do Estado. Por fim, a pressão cada vez maior pela preservação dos estoques da biodiversidade da Amazônia é outro fator preponderante para o atraso do setor.

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Potencial biotecnológico

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Júnior Brasil*

“A sorte favorece a mente preparada”. Louis Pasteur

americanos remedios cubanosHá notícias que, embora temporãs, guardam mérito pelas lições que transmitem e pelas verdades que revelam. Vale a apena revisitá-las. Foi com extrema esperança e motivado pelo interesse no desenvolvimento do potencial ambiental e biotecnológico do Amazonas que reli o seguinte trecho de notícia:

“O governo federal americano permitiu que uma empresa de biotecnologia californiana licenciasse três remédios cubanos experimentais contra o câncer – abrindo uma exceção à severa política de restrição das relações comerciais com aquele país. [...] Mais de 1 bilhão de dólares foram gastos ao longo dos anos na construção e operação,na zona oeste de Havana, de institutos de pesquisa repletos de cientistas cubanos, muitos deles formados na Europa”.

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