Nicácio da Silva*

Dos 15 países mais desiguais do mundo, 10 estão na América latina. Há desigualdade de renda, gênero, étnico e territorial. Esta é uma questão que apenas começa a ser abordada pelos dirigentes da ONU. Os governantes latinos estão conscientes da necessidade de buscarem uma identidade socioeconomica que venham suprir as necessidades sociais.
Tendo o Brasil como ícone e principal mentor da democracia na região, é um forte índice para concretização do fortalecimento dos paises latinos. Apesar da principal preocupação neste momento, está por conta da crise internacional que pode brecar o crescente desenvolvimento, principalmente quando o item é “recursos estrageiros”, em especial para combater o fosso da desiguadade social.

Dos 15 países mais desiguais do mundo, 10 estão na América latina. Há desigualdade de renda, gênero, étnico e territorial. Esta é uma questão que apenas começa a ser abordada pelos dirigentes da ONU. Os governantes latinos estão conscientes da necessidade de buscarem uma identidade socioeconomica que venham suprir as necessidades sociais.
Tendo o Brasil como ícone e principal mentor da democracia na região, é um forte índice para concretização do fortalecimento dos paises latinos. Apesar da principal preocupação neste momento, está por conta da crise internacional que pode brecar o crescente desenvolvimento, principalmente quando o item é “recursos estrageiros”, em especial para combater o fosso da desiguadade social.
A América Latina vive momento muito positivo em termos de democracia eleitoral e políticos. As imagens negativas das ditaduras ficaram para trás. Nos últimos tempos tem se espalhado uma visão bastante otimista, digo até com um certo excesso, que a América Latina é um oásis na crise atual. Até porque a economia no continente tem resistido bem à crise global e se recuperou mais rapidamente do que a Europa ou os Estados Unidos. Para isso deve-se acrescentar que nos últimos anos a América Latina tem a diminuir a pobreza, mesmo começando a enfrentar o grave problema das desigualdades.
É um momento interessante, países como o Brasil, com alcance global, México e Argentina, onde são membros do G-20, Chile e México que recentemente aderiram à OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Realmente, há um certo otimismo, mas acho que pode ser exagerado e deve ser visto com moderação, pois há nuvens no horizonte, que tem a ver com a crise mundial, embora os governantes latinos estejam fazendo bem suas tarefas para evitar problemas inflacionários e tributários. Este é um boom de commodities e há várias questões a serem justificadas.
Na maioria dos países da região, a carga tributária é muito menor do que em outras regiões. Há alguns países como o Brasil que tem a maior, mas a maioria está bem abaixo do que é necessário.
Isto é visto no Brasil e outros países que começaram a fazer políticas anticíclicas, ou seja, não gastar tudo nos bons tempos se houver quedas significativas para manter os gastos sociais. Eu acredito que os avisos são bons conselheiros. Um dos maiores desafios são os pactos fiscais, o consenso para a reforma tributária para manter a política social.
Na maioria dos países da região, a carga tributária é muito menor do que em outras regiões. Há alguns países como o Brasil que tem a maior, mas a maioria está bem abaixo do que é necessário.
Isto é visto no Brasil e outros países que começaram a fazer políticas anticíclicas, ou seja, não gastar tudo nos bons tempos se houver quedas significativas para manter os gastos sociais. Eu acredito que os avisos são bons conselheiros. Um dos maiores desafios são os pactos fiscais, o consenso para a reforma tributária para manter a política social.
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