Há pouco mais de um mês, no dia 7 de julho, um vídeo postado no site Youtube chocou o Brasil. A cena, captada por um cidadão que observava a ação de sua janela, mostrava cinco taxistas espancando um colega de profissão no meio da rua. O taxista agredido, Kleber Luis Oliveira, não era registrado pela cooperativa que atua no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e teria aceitado um passageiro no local, o que, pela “ética” da classe, é expressamente proibido. Casos como este são cada vez mais comuns – um dos agressores de Kleber, José Carlos Neres de Freitas, inclusive, já responde a três processos similares.
Mas o ocorrido me fez lembrar um outro caso que meu pai sempre contava. Na década de 50 este fato colocou Manaus em evidência no mundo todo. Em 5 de fevereiro de 1952, Delmo Campelo Pereira, de 19 anos, foi espancado e assassinado por um grupo de cerca de 40 taxistas. Delmo estava sob custódia da polícia, acusado de assassinar o vigia de uma serraria e o taxista Zé Honório. 
Naquela noite, por ordem do então Chefe de Polícia do Estado, Manoel da Rocha Barros, o jovem havia passado por uma avaliação psiquiátrica no Serviço de Socorros de Urgência de Manaus e, após o exame (inquirição, levada a efeito sob a ação do chamado “soro da verdade"), deveria ser transferido de ambulância para a Central de Polícia, a 800 metros dalí.
Acreditando que Delmo sairia impune e revoltados com o assassinato do companheiro de profissão, um grupo de taxistas subornou o motorista da ambulância, Francisco Chagas Barroso e o enfermeiro Silvio Alves de Oliveira, para que a “encomenda” não chegasse a seu destino. O veículo foi interceptado na praça São Sebastião e Delmo arrancado de seu interior sem que o policial responsável por sua custódia, Eliseu Costa Moreira, pudesse reagir.
Delmo foi levado a uma clareira próxima a estrada Velha de São Raimundo, no porta-malas de um táxi, e foi espancado até a morte. O crime chocou o Brasil e, na época, foi notícia até para a BBC de Londres.
Severino Gabriel da Silva, vulgo TAMBAQUI, foi um dos que prepararam o movimento de reação dos chauffeurs, muito esquivo, fugia das fotos, mas foi flagrado pelas lentes de Kanai. 
Morto pelo remorso, o enfermeiro Silvio Alves de Oliveira, que entregou Delmo aos seus trucidadores, via telefone, enforcou-se nos punhos da rede em sua cela.
Foto da reconstituição dos crimes de Delmo e as armas que ele usou, sendo a primeira uma a chave inglesa, para ferir o vigia da serraria do seu pai, Antônio Firmino, e o revolver para matar o taxista José Honório, com quatro tiros. 

A história foi recuperada graças a uma edição da revista “O Cruzeiro”, que relatava, de maneira folhetinesca, todo o ocorrido, a qual foi entregue à mim por JONATAS ALMEIDA, presidente do SIFAM.
Fotos: Utaro Kanai
Fonte: O Cruzeiro
































Maravilha agora sim, através da internet acessei e estou me familiarizando com o episódio.
Todas as pessoas que estão envolvidos nessa obra (livro)sobre o Delmo estão de parabéns.
mais creio que e melhor deixar um difulto morto aonde ele esta..
posi esta classe matou, e quem nao mato e nao vai presso...
acho que todos devemos fazer uma anaslise mental..
quem nao mata se for um aprente ou amigo seu..
abrco
"Mas não era sobre o referendo que queria falar e sim sobre um grande crime que nos anos 1950 abalou a pacata cidade de Manaus, com repercussões no condado de Shit's Street. Numa noite , Delmo Campelo Pereira , completamente drogado , tomou um táxi rumo à Colônia Oliveira Machado , onde ficava a Serraria Pereira , de propriedade de seu pai . Lá chegando, pediu para o taxista esperar . Entrou no escritório da serraria , tentou abrir o cofre , mas foi surpreendido pelo vigia . Delmo sacou, então , seu revólver , que não era de espoleta , e disparou: ‘bang, bang'. O vigia morreu na hora .
Nervoso , o criminoso correu em direção ao mesmo táxi , mandando que rumasse para o Seringal Mirim , onde hoje é a rua Cláudio Mesquita . Desconfiando que o taxista Zé Honório pudesse ter testemunhado o assassinato do vigia , Delmo o matou com várias cacetadas , deixando o corpo pendurado numa cerca de arame farpado. Zé Honório era muito querido pela categoria . Os taxistas de Manaus, furiosos , fizeram várias passeatas de protesto , exigindo que o assassino fosse identificado e preso .
“Camonibói” – gritou o policial para Delmo, levando-o preso . O assassino foi denunciado por um vizinho da Serraria Pereira , que testemunhou tudo . A família Pereira , que tinha muita grana , conseguiu, porém , que um médico atestasse a insanidade mental de Delmo. Baseado nesse diagnóstico , um juiz deu a ordem para transferi-lo da cadeia ao hospital , onde ficaria internado. Tudo ia acabar em pizza . Mas no dia da transferência , o motorista da ambulância , um tal de Silva, parou a viatura na praça São Sebastião, onde taxistas revoltados arrancaram Delmo da viatura , e se vingaram, matando-o.
Os taxistas foram a júri popular . A família Pereira contratou o melhor criminalista de Manaus – Milton Assensi, e mandou buscar do Rio nada mais nada menos do que Evandro Lins e Silva para tentar condenar os taxistas vingadores. O julgamento foi transmitido por alto-falantes instalados ao longo da avenida Eduardo Ribeiro .
Um taxista apelidado de ´Tambaqui', que depois morreu leproso , foi quem botou Delmo na mala do carro . Os outros que amarraram e arrastaram o cadáver pelas ruas de Manaus foram Pirulito , Ludgero, Carioca e um portuga, cujo sobrenome era Cruz . Lembrei desse crime , porque Lucila, filha da dona Nega , traiu o xerife , prometendo se casar com o Tambaqui ou com o Pirulito . Ela achava que eles provaram que se o Poder Judiciário era corrupto , era possível fazer justiça com as próprias mãos . "
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TAQUI PRA TI
BRINCANDO DE CAMONIBÓI
José Ribamar Bessa Freire
30/10/2005 - Diário do Amazonas
tempo todo nunca tinha visto uma foto dele,
conheci um dos acusados -ja falecido, isso realmente e historia,parabens, o outro caso e do
BIRA-UBIRATAN, RAPAZ AMIGO, MUITO GENTE BOA , MUITO EDUCADO, TAMBEM FOI TRUCIDADO CONFUNDIDO QUE FOI, LAMENTAVEL
OS DOIS CASOS,
muito interessante..parabéns ao blog por relatar tal acontecimento marcante.
Deta-lhe ele era filho unico e tinha acabado de ser Pai.